Welcome to My Delirium.
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“As pessoas falam sobre vida social como se fosse algum mérito ter milhares de amigos, mas nem percebem que a maioria das pessoas se isolam exatamente pra curar as feridas causadas pela sua socialidade exagerada.”
— Sean Wilhelm.
Prazer,
Sou o desastre em pessoa.
Mah Alves (via expressao)
Querendo o que não podia ter sido: ser feito de aço e não de vidro.
Capital Inicial (via expressao)
Parecia ser sexta-feira 13, mas na verdade era uma segunda completamente normal, com a minha velha e única rotina de acordar as 06:00 horas da manhã, preparar o café e ler mais alguns capítulos, do meu livro na sacada. No entanto, não havia acontecido nada disso. Ao acordar 06:00 horas, não me vi dentro da minha casa, estava em um local do qual eu nem soube que existia. Era uma pousada com os jardim repleto de flores com todo tipo de espécie. Logo a frente havia uma mesa para o café da manhã, acompanhado de três pessoas. Ao me aproximar da mesa e das três pessoas que estavam entretidos em um assunto, automaticamente interrompi o diálogo “Com licença, poderia me informar que lugar é esse?”, a mulher me olhou graciosamente sorrindo com aqueles dentes impecáveis “Uma pousada. Sente-se conosco Perpétua, afinal você está com muita fome pelo que eu vejo.” Aquele momento me fez pensar de onde ela me conhecia, então sentei na mesa enquanto eles me ofereciam guloseimas para comer e logo o rapaz belo me perguntou: “Sabe quem somos? E por que estamos aqui?”. Olhei sem saber o que estava acontecendo ou prestes a acontecer “Não sei!”, tomei um gole de café que pela primeira vez estava no ponto, e um senhor passou geleia em minha torrada “Aquela moça é a vida, o rapaz é o destino e eu sou a amor. Estamos aqui para botarmos os pontos nos “is”.” Assim que ouvi, senti um tremor no corpo e na ponta da espinha. “Mas fique tranquila porque é apenas um sonho, pois a nossa missão é fazer você acreditar em nós”, disse o amor com os olhos cor de mel. Naquele momento meu desejo era abrir os olhos e continuar a minha velha vida, porém estava bastante curiosa com que eles poderiam dizer. Parecia ser um lugar tão calmo, mas o que eu ganharia acreditando neles? Algo me dizia que já ia descobrir.”Então mocinha, alguns ficam tentando descobrir como eu começo, ás vezes falam que é na fecundação, ou no nascimento, e tem os que acreditam que eu só existo quando há liberdade. Confuso como uma única coisa pode causar tantas dúvidas no ser humano. Mas é indo atrás da minha verdade que a humanidade está nesse passo.” Eu não sabia se ria para a moça da vida ou se fingia que estava interessada, parecia patético como uma senhora podia se sujeitar a isso? Mas fiz questão de acompanhar sem soar qualquer tipo de som. E logo ela prosseguiu “Muitos me olham, assim como está me olhando agora e pensam que sou tola, um pouco patética, mas a real é que sou dura, passar por mim é talvez pior que passar pela morte, mas é claro que existem casos e acasos. Tem gente que passa por mim sorrindo, tem alguns que passam chorando, uns quase desistindo, outros se arrastando e ainda tem os que não acreditam como você.” Nesse instante uma outra moça vestida como uma empregada chegou com uma bandeja com copos de sucos, cada um de uma cor. A Senhora levantou e pegou o copo azul, o colocou na minha frente pousando na cadeira ao meu lado, nesse mesmo instante senti um frio gelado como se estivesse nevando, mas o sol era o mais radiante possível. ”Está sentindo esse frio correto? Assim estava no dia em que dois corpos queimando de paixão se encontraram e começaram assim a criar uma vida” Parecia loucura ao escutar aquilo saindo da boca do rapaz do destino, porém o copo tinha se transformado em uma espécie de máquina do tempo e havia ali um casal jovem entre risos e beijos, parecia bom pelo menos nos primeiros momentos. Pois só quando me dei conta era minha vida ali com o primeiro homem que me fez perder o rumo, Peter, aquelas lembranças voltaram a tona, um passado do qual eu odeio me recordar e era o que estava sendo mostrado naquele momento. Era como cutucar novamente no machucado quase curado. “Você sofreu nesse relacionamento e por isso deixou de acreditar em nós.” sério afirmou o senhor amor. E aquilo foi como um tapa na minha cara quando ouvi; “Ele destruiu a minha vida, e tudo que estava ao redor!” e bem lá da cozinha percebi um ruído “Ainda estou em perfeitas condições minha cara!”. Estar ali já era ridículo ainda mais 3 pessoas que se dizem ser o amor, o destino e a vida; Chegava ser inadmissível receber novamente os sermões daqueles indivíduos. “Sei que está machucada, porém estamos aqui não para curar, mas para suavizar sua dor fazendo com que volte a acreditar em nós.” contemplou o senhor do amor, calmamente que me fez voltar as raízes de infância quando minha mãe acalmava ao saber que tive um pesadelo no meio da noite. E novamente retornou a empregada com os copos coloridos, recolheu o copo azul que na verdade havia ser transformado na máquina do tempo colocando outra cor de copo, a preta. Ao ver o copo entrei em choque, a escuridão inundou sobre o meu corpo e ali surgiu uma pedra que me pôs abaixo. “Bom você já sentiu o que é o copo preto né moça? Pois é, é o abismo, vazio, escuridão. Para ser mais claro mostramos a você.” Aquele copo mudou de aparência e como num piscar de olhos transformou-se em um retrato da qual movia a foto. Era o dia em que iria viajar para Europa passar as férias que no final de tudo acontecera um acidente da qual só eu sobrevivi. Sorrisos e mais sorrisos, gargalhadas e o grande peso na consciência. Talvez ainda não tenho vivido a real dor como havia pensado, eu me via naquele copo, enxergava meus olhos e eles me pediam ajuda, gritavam socorro. “Posso parecer um cara idoso, mas sou o mais novo de todos aqui, porque sou o ultimo a nascer e mesmo assim sei muito bem o que quer fazer, quer mergulhar nesse copo e se salvar, no fundo ninguém quer morrer, não de solidão. Então moça, quer mesmo se salvar como imagino?” Pra toda ação há uma reação, e minha reação a essa pergunta foi instantânea “eu quero, sim eu quero, mas não sei como, tentei de tudo, não tenho mais o que fazer.”, o desespero tomou conta, pensei até que cheguei a chorar por um minuto. O rapaz logo correu e buscou o último copo da bandeja, era meio colorido, tinha umas partes verdes, outras vermelhas e uns pontos brancos e o colocou nas minhas mãos, olhou no fundo dos meu olhos e disse “Quando a gente acredita em algo, ela ganha forças, o pensamento tem um grande poder sobre tudo no mundo, pois é ele que move, e acreditar faz parte disso. Você não vê a tristeza mas acredita que ela está em seu ser. Precisa saber escolher no que acreditar. Sabe essas cores no copo, não se misturam, mas precisam se manter unidas, se algo as separar o copo desmonta. Cada uma dessas cores representa eu o destino, o amor e a vida, o copo são as pessoas. Mas pode acontecer do copo começar a chacoalhar e misturar as cores, transformar tudo numa zona, acabar com a harmonia e ai se transforma em você, uma desacreditada, perdida no seu próprio corpo. Pelo seu rosto, creio que já sabe o que fazer, acredita em mim?”
O silêncio domina e a bela esperança reacende novamente. fo-rasteira e rubidea.   (via erzdiozese)
Sorria. Ninguém precisa saber o que você passou.
Beatriz Dourado  (via teleportear)
Somos lidos por todos
Interpretados de maneiras distintas
Verdadeiros textos ambulantes.
Quem irá nos entender?
Clara Brandão (via autorias)
A vida não é como todo mundo pensa
Brendon Moraes.       (via expressao)
Esperar é doloroso. Esquecer é doloroso. Mas não saber o que fazer é o pior tipo de sofrimento.
Paulo Coelho.  (via teleportear)
Erros, erros, ás vezes parece que isso é tudo de que sou capaz.
A Menina que Roubava Livros. (via expressao)
Cansado de tudo que começa. Hoje eu queria alguma coisa que continuasse.
Tati Bernardi   (via auroriar)
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